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5 de ago. de 2009

10h03

Pouco me importa agora se faz um dia aberto,
Se sobrevoam neste instante o espaço,
asas, pássaros, aços,
preces, passados, esperanças.
Pouco me importa o que entra nesta sala fria,
O que adentra, o que invade, o que se anuncia.
Pouco me dizem as palavras que leio,
Tanto quanto as que procuro
Inutilmente.
De nada me valem as notas agora,
A textura dos papéis, a pressa dos carros,
O cheiro dos incensos, as luzes da velas,
O claro da casa, a transparência do vidro.
Pouco me encanta o que vejo dali.
O tempo está suspenso, como as mãos que tenho
E de nada me servem agora.

Necka Ayala – 10h03
“...quando estás ausente o vazio me enlaça...”
(Instante Vazio)

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