Há certas cenas ou histórias da vida da gente que, realmente, não têm preço! Algumas eu andei descrevendo aqui, contando do jeito que era possível, quando havia mais tempo e espaço silencioso à minha volta. Cenas como a do Jefferson ou a da Aury, já no DF. Ambas foram escritas num outro lugar, com horas livres e silêncio o bastante. Hoje, no trabalho, escrevo do jeito que posso, apenas para deixar registrada para sempre uma cena recém-acontecida.
Há duas ‘flores’, como as chamo, aqui na sala, cedo, todas as manhãs. Elas vêm lavar o chão, limpar as mesas, tirar o lixo, preparar nosso espaço de trabalho para mais um dia. A uma, chamo de Ro; à outra, de Flor, apenas – ela gosta. Ambas são gentis, sorridentes, queridas. Ambas gostariam de ter uma vida melhor. Sempre me senti muito próxima de pessoas que conhecem a vida por um ângulo mais estreito, digamos. Aquelas cujos bolsos lidam com o vazio, enquanto que seus corações estão sempre cheios. Prefiro a essas, que sabem o valor de um abraço forte, independente do crachá que se pendure no pescoço; enfim, são elas, minhas flores do dia.
Dia desses, ouviram uma conversa minha aqui dentro, sobre o atraso da vinda dos Vales-Alimentação. Comentava com meus colegas, que gostaria, no dia do meu aniversário, de ‘tipo comer um sanduba na rua com os amigos’, mas não havia recebido os Vales. Coisa de colega papeando, esperando o trabalho começar. Elas ouviram, quietas, as duas, enquanto secavam o chão.
Pois chegou o dia 26 de agosto. Meus 45. Depois de 2 meses de sol diário, calor de 30 graus e seca, esta semana, Judas Tadeu Queridão, mandou de presente, desde sexta-feira última, chuva todos os dias e frio, mais ainda hoje. Vim feliz, jurando que parecia Porto Alegre. Com casaco, com vento friozinho na cara, contente da vida.
No meio da manhã, enquanto atendia a um usuário no balcão, chegam as duas flores. Param diante do balcão com um sanduiche lindo, quente. E dizem: ó, Sandrinha, pra ti, de aniversário! Agora pode comer o teu sanduba...não é nenhum McDonalds, mas hoje tu não vais tomar Nescau no almoço!
Não preciso descrever o abraço que dei nas duas. Quem me conhece, sabe o meu abraço como é. Não preciso dizer que chorei direto. Saí pra rua, fumei um Free agradecendo a Deus e, depois, fui atrás delas pra dizer que esse, sem sombra de dúvida, foi o melhor sanduba da minha vida. Me fez sentir calor humano aqui, coisa de gente que tem coração cheio, a despeito do vazio dos bolsos.
Ganhei outros presentes, claro, em princípio, muito mais valiosos. Mas esta cena, juro!: não tem preço. Obrigada, Meu Deus, por traçares meus caminhos e sempre me levares precisamente para onde devo estar, nem 1 segundo a mais, nem 1 segundo a menos.
Necka, aos 45.
Há duas ‘flores’, como as chamo, aqui na sala, cedo, todas as manhãs. Elas vêm lavar o chão, limpar as mesas, tirar o lixo, preparar nosso espaço de trabalho para mais um dia. A uma, chamo de Ro; à outra, de Flor, apenas – ela gosta. Ambas são gentis, sorridentes, queridas. Ambas gostariam de ter uma vida melhor. Sempre me senti muito próxima de pessoas que conhecem a vida por um ângulo mais estreito, digamos. Aquelas cujos bolsos lidam com o vazio, enquanto que seus corações estão sempre cheios. Prefiro a essas, que sabem o valor de um abraço forte, independente do crachá que se pendure no pescoço; enfim, são elas, minhas flores do dia.
Dia desses, ouviram uma conversa minha aqui dentro, sobre o atraso da vinda dos Vales-Alimentação. Comentava com meus colegas, que gostaria, no dia do meu aniversário, de ‘tipo comer um sanduba na rua com os amigos’, mas não havia recebido os Vales. Coisa de colega papeando, esperando o trabalho começar. Elas ouviram, quietas, as duas, enquanto secavam o chão.
Pois chegou o dia 26 de agosto. Meus 45. Depois de 2 meses de sol diário, calor de 30 graus e seca, esta semana, Judas Tadeu Queridão, mandou de presente, desde sexta-feira última, chuva todos os dias e frio, mais ainda hoje. Vim feliz, jurando que parecia Porto Alegre. Com casaco, com vento friozinho na cara, contente da vida.
No meio da manhã, enquanto atendia a um usuário no balcão, chegam as duas flores. Param diante do balcão com um sanduiche lindo, quente. E dizem: ó, Sandrinha, pra ti, de aniversário! Agora pode comer o teu sanduba...não é nenhum McDonalds, mas hoje tu não vais tomar Nescau no almoço!
Não preciso descrever o abraço que dei nas duas. Quem me conhece, sabe o meu abraço como é. Não preciso dizer que chorei direto. Saí pra rua, fumei um Free agradecendo a Deus e, depois, fui atrás delas pra dizer que esse, sem sombra de dúvida, foi o melhor sanduba da minha vida. Me fez sentir calor humano aqui, coisa de gente que tem coração cheio, a despeito do vazio dos bolsos.
Ganhei outros presentes, claro, em princípio, muito mais valiosos. Mas esta cena, juro!: não tem preço. Obrigada, Meu Deus, por traçares meus caminhos e sempre me levares precisamente para onde devo estar, nem 1 segundo a mais, nem 1 segundo a menos.
Necka, aos 45.
Tu merece isso, prima! Por isso que deus sempre te cerca de pessoas especias... assim como tu.
ResponderExcluirHappy Birthday!
senti o gosto do sanduíche e o abraço merecido nas tuas flores diárias...
ResponderExcluirque tudo seja sempre assim, simples e lindo!
beijos
oi, Neckita...to te lendo, com calma, junto com a chuvinha fina que cai lá fora. To adorando!
ResponderExcluirLembrei do teu abraço...iiiiixxxiiii, é tão bom! Saudade, carinho e muita alegria por estares feliz! Te amo pra sempre! BeijodaGla