Pesquisar este blog

30 de ago. de 2009

Quisera que amar fosse amar somente. Sem medições, sem limites, dimensões. Que fosse assim como acontece dentro de mim, onde nada tem precisão, onde cada coisa tem seu lugar sem afetar o espaço alheio de outra coisa. Ali, tudo se entende, dentro, e se estende afora do que sou. Quisera que amar não carecesse tantas explicações, tantas mãos, porém mais olhos. Que se visse mais do outro, se entendesse mais sobre o outro, como devia ser o amor em si. Quisera ter aprendido a amar ao sabor do vento, livre, solta, sem maiores esclarecimentos, sem tantas paradas pro descanso necessário. Amar porque amo e, assim, inevitavelmente. Mas erro, me equivoco, volto a ser coisas que era antes disso tudo, a ter os mesmos tropeços nos mesmos vãos das mesmas escadas. Eu não entendo que tanto tenha havido sem que eu tenha buscado a nada. E há. Há uma estrada que me trouxe que é irmã gêmea da que me levaria. E o tempo é pêndulo sobre meus ombros. Hoje estou só. E ainda não sei como amar simplesmente a essa que vejo no espelho. Ainda não.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Leio.