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3 de set. de 2009

“...e quando o amor vos chamar, segui-o!” (Khalil Gibran)

Não sei se segui ao amor, ou se ele, por vontade própria, seguiu-me vida afora, ao longo do tempo, se anunciando em outras formas, se apresentando com outros nomes, desfilando com vestes que também eram suas. Sei, que nas vezes em que adentrei sua morada, quando visitei seus cômodos e abri todas as portas com as quais me deparava, o provei e foram muitas as taças sobre as quais ele se derramava. Sei que em todas as chances que tive de tocar a pele fina do amor, toquei e tive, ali, alguma descoberta a respeito de mim mesma e dele. Sempre, depois de cada toque, eu me acrescia de mais. E em todos os beijos que o amor me fez dar em cada face, em cada respirar profundo de todo abraço dado forte em cada amigo, e a cada olhar direcionado e franco, houve mais de mim e mais dele. Às vezes, foram em pessoas cujos corações nem havia eu tentado cultivar. Mas houve! Houve olhares de compaixão e entendimento, houve instantes fugidios eternizados na compreensão e no entendimento. E ainda não sei se foi o amor que me veio acompanhando, ou se fui eu que vivi indo por ele. E nem importa. O que vi dele, preencheu os vazios que guardara nos olhos, enquanto mirava ao longe e sem motivos. O que senti dele, ocupou as horas que antes eram vazias. O que toquei dele, modificou meu tato. O que fui, depois dele, e sou ainda e mais a cada dia, esculpiu-me a alma. O que sei do amor? Eu não sei nada. Porque do amor nada se sabe: tudo se sente, e o que se sinta, jamais tem fim ou qualquer explicação.

Necka. 03.09.09

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