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29 de jan. de 2010

PAZ

365 Dias de Paz.
Achava que conhecia o significado da palavra, mas não. Hoje conheço. Sei o que é despertar todas as manhãs com um espetáculo que se abre à minha frente, na sacada da KitNet onde habito – a cada manhã, mais um pouco de cores, de texturas de nuvem, de riscos ou aquarelas no céu de Brasília. Sei o que é acordar com um lindo sorriso que sempre se recontorna igual, leve, doce, sereno, enquanto pronuncia “Bom Dia, Meu Amor Lindo!”. Sei o que é passar o dia trabalhando em harmonia com os demais e, ao fim do dia, ir pra casa com a consciência limpa por ter feito minha parte. Ao chegar lá de volta, encontrar tudo em silêncio como foi deixado mais cedo, tomar meu café muito bom, despir a roupa, tomar um banho, esperar a porta abrir de novo e ouvir outro “Oi, Meu Amor Lindo!”. Sei o que é ir dormir em paz, de novo e de novo e de novo. Mas a paz não está somente na ausência de confronto, de conflito. Está em se ter discussões a respeito das coisas, divergências até, mas que ao final de cada argumentação de cada lado, a coisa termina no mesmo sorriso leve, na mesma harmonia, na sensação de que, mesmo que discordemos, ainda assim, está sempre tudo bem. A paz também está em saber que aquilo que eu disse, ficou lá, guardado e respeitado, como o que ouvi também foi. Paz, também é poder estar triste, de vez em quando, por motivos alheios à nossa vontade, sabendo por dentro, sentindo que está tudo bem de qualquer forma, porque sempre está tudo certo, por menos que pareça.
Não sei se este é o TODO da Paz. Mas sei que sei mais sobre a palavra e seu exercício. E recomendo: faz bem à saúde alimentar-se de paz e distribuí-la aos demais.

Necka. 29.01.2010

Um comentário:

  1. Sim, semear e se alimentar de paz, de poesia, de ternura, é o melhor exercício para preservá-la, na delicada tessitura das relações humanas... Abraços alados e luz!

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