“Às vezes, ou eu como ou eu me alimento”.
Eu despiria tuas roupas com a força que esperavas, com a delicadeza que imaginavas e ao fim serias nua, toda nua, finalmente. Arrancaria da tua face oculta a última máscara possível e passaria meus olhos sobre tua pele revelada se permitido fosse que isso fosse assim. Eu ouviria teus sons atentamente, sem parar de me ater ao que estaria tentando te fazer sentir. E te faria emitir outros ainda, que nem tu conhecerias de ti. Eu beijaria teus lábios esquecidos, ocuparia o espaço das palavras que não dizes, das quais foges todo dia e tiraria delas qualquer saída, qualquer motivo e toda justificativa. Roubaria teu juízo e não deixaria que reagisses a nenhuma razão insistente, fora de hora, invasora. Te deitaria sobre o solo tonto das carícias inventadas de última hora, ao sabor do tempo e ele seria pouco. Te teria comigo sem tomar de ti nenhuma parte. Apenas cumpriria o que jurei um dia e não acreditavas. Adentraria minhas mãos em teus cabelos e te traria para perto, assim, com pressa e alguma fome. O tempo da espera, o tempo que o tempo leva para vir e a fome...me fariam ter a precisão inteira e o manejo certo de cada gesto. E eu te mostraria que isso não acaba nunca, porque nunca se sacia aquilo que se segue querendo e não se tem. Eu coincidiria teu corpo com a vontade dele no lampejo e no assalto, no suspiro e no inesperado. E tal como ousavas antes imaginar, seria ainda melhor do que em sonhos e noites solteiras pensavas. Seria ainda mais arrebatador e inesquecível. Ainda mais embriagador e intenso. Ainda mais irresistível e vago, como é vago todo sentimento, toda saudade, toda lembrança que não passa...não passa...não passa.
NA. 28.07.2010
Eu despiria tuas roupas com a força que esperavas, com a delicadeza que imaginavas e ao fim serias nua, toda nua, finalmente. Arrancaria da tua face oculta a última máscara possível e passaria meus olhos sobre tua pele revelada se permitido fosse que isso fosse assim. Eu ouviria teus sons atentamente, sem parar de me ater ao que estaria tentando te fazer sentir. E te faria emitir outros ainda, que nem tu conhecerias de ti. Eu beijaria teus lábios esquecidos, ocuparia o espaço das palavras que não dizes, das quais foges todo dia e tiraria delas qualquer saída, qualquer motivo e toda justificativa. Roubaria teu juízo e não deixaria que reagisses a nenhuma razão insistente, fora de hora, invasora. Te deitaria sobre o solo tonto das carícias inventadas de última hora, ao sabor do tempo e ele seria pouco. Te teria comigo sem tomar de ti nenhuma parte. Apenas cumpriria o que jurei um dia e não acreditavas. Adentraria minhas mãos em teus cabelos e te traria para perto, assim, com pressa e alguma fome. O tempo da espera, o tempo que o tempo leva para vir e a fome...me fariam ter a precisão inteira e o manejo certo de cada gesto. E eu te mostraria que isso não acaba nunca, porque nunca se sacia aquilo que se segue querendo e não se tem. Eu coincidiria teu corpo com a vontade dele no lampejo e no assalto, no suspiro e no inesperado. E tal como ousavas antes imaginar, seria ainda melhor do que em sonhos e noites solteiras pensavas. Seria ainda mais arrebatador e inesquecível. Ainda mais embriagador e intenso. Ainda mais irresistível e vago, como é vago todo sentimento, toda saudade, toda lembrança que não passa...não passa...não passa.
NA. 28.07.2010
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