Um Sol me disse que a verdade e a realidade podem ser coisas diferentes. Sinto falta do Sol. Uma falta diferente hoje, talvez tanto quanto essa diferença em si. Sinto falta do abraço longo e sempre saudoso porque sempre fazia tempo demais que não a via. Sinto falta do sorriso de lado de quando o vinho pegava e os olhos ficavam feito riscos a lápis, tímidos, os riscos. Ouço coisas que queria estar ouvindo com. Ela ficou lá atrás, numa cidade-fantasma, num planalto plano demais para se sentir qualquer coisa devastadora como são devastadoras as palavras, quando ela solta palavras e é raro. Agora é outro tipo de Sol, de inferência. Conheço mais sobre e gostaria de estar perto de novo, de vez em quando muito. Gostaria muito de estar perto do que me faz com que eu me sinta perto de mim mesma. Aqui ainda é pouco. Ainda há pouco. Falta ela que me via pelo lado de dentro. Eu só consigo me ver pelo lado avesso mesmo. Aquele que não entendo. Ela me explica a mim. E raia. Aqui ainda é raso. Com ela tudo se aprofunda e ganha uma alma que nada tem de fato. Ela é de fato uma pessoa definitiva na minha e em outras vidas. E rara. A realidade é que ela está longe. A verdade é que ela está dentro. E talvez essa seja uma das coisas que mais faltam.
L. 28.07.2010
L. 28.07.2010
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Leio.