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28 de jul. de 2010

One week later

De fato, temo. Pelo momento certeiro que virá e a mim, diante dele uma vez mais. De face despida, de olhos abertos em demasia, saudosa da loucura na qual mergulho e da qual me alimento. De fato, temo. E virá, eu sei que sim, virá. Será de novo a mesma cena, a mesma contemplação da hora, do ponteiro em algum lugar demarcado; será de novo o mesmo instante vazio e repleto, virgem e fértil – pronto para ser fecundado. Virá de novo a mesma sensação de peso insustentável sobre os ombros, de grito contido por tempo demais, de soltura de amarras e de asas sendo abertas. Se parecerá de novo com o anseio imenso pela liberdade. E será todo de novo assim, como fora sempre. Com a voracidade do instante quando o instante é exato, inadiável, este e nenhum outro mais. Implacável, irreversível. Temo por mim e pelos que hoje andam ao meu lado na rua, dividem os discursos e os sonhos que já creio que não vêm. E o nome dela, daquela que virá desatar o nó na garganta, que nome terá...temo. Talvez essa não se encaixará mais no estilo que havia, na forma, no peso, na intensidade. Ele chegará, o momento de soltar as vestes gastas, as máscaras vencidas, as horas compradas a troco de nada, a realidade exagerada. E quando ele chegar, quem serei eu diante dele uma outra vez? Quem?

Necka. ...terminando o começado. 28.07.2010

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Leio.