Às vezes taça, às vezes gelo; às vezes palavras duras, cruas, nuas, inteiras, às vezes silêncio e um gesto grave, contra a parede. Às vezes rua, às vezes cortinas fechadas e uma fresta por onde passe o bastante de alguma luz da rua. Às vezes fé e igrejas, às vezes força e coragem, mas às vezes, na maior parte, lugares arriscados, viagens novas, asas de aviões e elevadores, banco do carro em meio ao trânsito. Às vezes carícia, às vezes dentes. Às vezes minha, às vezes tua; às vezes uma, às vezes todas. De vez em quando céu e um silêncio; às vezes chão e algum gemido. Às vezes ‘eu te amo’ e olhos molhados, às vezes ‘eu te quero’, lábios molhados. As vezes sugeridas, as vezes nuas. As vezes uma, outras as duas. Umas em meio à multidão que passa, outras, a duas. Às vezes roda de amigos e de violas, às vezes rodas e cds virando a noite ao fundo. Às vezes alimento, às vezes comida. Mais vezes nua, menos despida.
Necka Ayala
Tem textos que me dão dois tipos de sensações:
ResponderExcluira primeira: "meo! que lindo isso!"
a segunda: "por que não pensei nisso antes?"
deleite e raiva, epifania e orgulho, reverência e uma inveja, sempre santa, sempre branda, sempre branca, por você.
saudades
enorme
sempre