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23 de set. de 2010

Lupo

...e contei que, numa das caixas deixadas para virem depois, havia deixado minhas meias. E fazia frio, de repente, meio que fora de hora, assim sem mais. Saí. Quando voltei, havia um pacote sobre a mesa, onde estava escrito: “...de tudo ao meu amor serei atenta!”. Eram pares novos de meias – das que gosto, sem costura alguma. É assim, um bordado perfeito sem fios deixados para trás, sem remendos, que se desenha a cada novo dia com ou sem ela. Ela exerce o que poetas descrevem. E deve ser para isso que servem as palavras: descrever, para poderem ou loucos, exer-ser.

Credito, Loira...credito!

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