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10 de jan. de 2011

Não sei explicar o que é isso. Essa inconstância que te enlouquece, que te joga um medo qualquer sobre os braços, assim, sem mais nem menos, meio que com data marcada no calendário, meio que periodicamente. Não sei a razão de ter sido sempre assim, talvez um dna qualquer te explicasse, mas eu desconheço mais sobre o assunto. Não sei muito sobre a origem ancestral que tive, sobre as mulheres da família, os casos à parte, do que foram acometidos meus entes desconhecidos. Sei que quase todos são assim, meio lunáticos, meio insones, totalmente avessos às regras e às constâncias. Mas meu amor é tão presente...gostaria que o visses. Ele sim, me mostra todos os dias que está vivo, forte, crescendo feito flor à solta, em paz consigo mesmo e com o todo. Queria que o assistisses romper o dia, como eu vejo de onde estou quando desperto. Latente, todo lindo, feito de delicadezas que não tenho nem comigo. Queria que o ouvisses de outros modos, como os meus o escutam, mesmo que ele só sussurre baixo no meio das noites chuvosas. Tudo em mim se modifica, linhas, traços, palavras, notas, fotografias. Menos ele. E essas fases da lua, essas mudanças de maré, elas são tão certas que são quase uma constante única em mim, não? São sim, como amor e a certeza da morte, que nunca se sabe ao certo quando vêm, mas é certo que sim. Acredita?

Necka. 10.01.2011

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