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9 de fev. de 2011

Amém!

Assim como às cenas, devia haver um jeito de fotografar música. Uma forma que possibilitasse ao universo, registrar, assim, sem aviso prévio, sons lindos que surgem do nada, de repente. Não há. Por isso perseguimos tanto e de novo, um mesmo acorde, a uma nota precisa que ali, num intervalo de segundo, se case com o resto, sem ser para todo sempre. A música tem voltado, aos poucos, a consumir minhas horas. E eu espero não ter pedido, por falta de uso, o dom de fazer as minhas, as tentativas de traduções que costumava. Tenho pedido muito ao Criador, que me conceda o exercício sustentável do dom. Porque voltar à música, é como voltar à terra amada – toda felicidade. É como rever amigos que amamos demais e estávamos sem. Ontem, amanheci com um recado lindo de um homem lindo, falando da música. Algo, ali, me ascendeu. Ele também é da terra amada. Fiquei pensando se minhas músicas querem todas ser gaúchas...bateu um medo de que elas não queiram nascer desvairadas na paulicéia daqui. Já vi canções nascerem aqui como pastéis nas feiras, rápidas, para enganar a fome. Isso, não quero! Quero que Deus tenha guardado uma fotografia qualquer de uma canção feita em Porto Alegre, sinta falta disso e resolva: continua...!

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Que Deus te escute, São Judas Tadeu endosse e todos os anjos digam AMÉM, meu amor lindo.
    És mais do que merecedora desta benção, pois não conheço, no mundo, outra pessoa que aprecie e acima de tudo, respeite a música como tu o fazes. Espero que tudo volte a se encaixar logo e que eu siga ali, ao teu lado, para mais uma vez encher os olhos d'água, abrir um sorriso e te apaludir cheia de orgulho.

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Leio.