Talvez a letra de música que mais te toque, ainda seja “A Cúmplice”. Estava olhando para ela, dia desses, quando a mencionaste. E diz...”...que ao sorrir provoque uma covinha linda...”. A tens, uma só, de um lado só do teu rosto lindo e claro. E quando a vejo, parece que uma canção se tornou real, desenhada fora de uma partitura, nos traços que são teus. Só tu tens contigo certas coisas, como esse monte de cores num mesmo cabelo, entregue ao vento, cada dia de um jeito, contra a luz do sol.
Dia desses, também, estava pensando no quanto peço coisas a Deus, que nem têm tanta importância real assim. Coisas que eu peço há tempo demais, coisas antigas, daquelas que a gente passa a vida querendo que aconteçam, como quero, de fato, que eu vá e a minha música fique. Creio realmente que importe a arte e nem tanto assim, o artista. Como creio no querer honrar um dom. Só que essas coisas, como uma casa com piscina e capelinha, como um yamaha de nylon do exato tamanho das minhas mãos, são coisas tão irrelevantes quando penso no seguir ao teu lado!
Então passei a conversar com Deus sobre o tempo. Já vivi 46 anos. E, antes de te conhecer, achava que já tinha vivido até demais, dada a intensidade das coisas que me aconteceram na vida. Por mim, Deus poderia, se quisesse, ter me chamado para o lado Dele e da Olinda. Não quis. Tinha planos, meu Criador. Vieste, tal e qual diria Ivan Lins numa das minhas letras favoritas. E desde então, 28 de julho de 2008, é como se tivesse se dado uma nova vida, a partir da minha, de lá em diante. Nunca mais o que eu tinha como “vida”, foi igual. Aquela noite gerou uma necessidade de te ouvir de tempos em tempos, ao telefone, da forma como dizias meu nome: nééééécka...; sempre disseste meu nome, de modo que meu nome soasse melhor a mim. Desde aquela noite, meus lábios quiseram aprender a sorrir mais. Meus olhos foram secando seus prantos infinitos, minhas palavras tristes foram rareando, e uma palavra, até ali abstrata, passou a ter a intensidade que tudo mais tinha: futuro!
Minhas conversas com Deus hoje se resumem a pedir-Lhe pelo tempo. Quisera eu ser jovem novamente. Fazer trilhas pelos mares que beiramos, viajar a todos os lugares que me descreves, virar noites em sacadas que ainda não temos...; quisera ainda ser jovem para enxergar bem teus lindos traços sendo refeitos pelos teus anos; ter saúde o bastante para não ameaçar teus sorrisos mais plenos; ter fôlego o bastante para acompanhar todas as tuas saídas por aí. Quisera eu nunca ter fumado, nem ter defeitos de nascença, jamais ter abusado dos doces e das coisas que gostamos, mas que só tu ainda tens idade para consumir sem reservas. Hoje, minhas conversas com Deus se tratam disso, como minhas imaginações a respeito do amanhã, se ocupam disso, de querer que dure, apenas dure, o máximo que der.
Então, me serve o velho takamine, tanto quanto a piscina da casa da Vó Ieda. Me basta beirar Ubatuba nos finais de semana e as noites rolando som na casa da Clau. Me cabe ainda, por hora, sonhar apenas um sonho, este, de mais um dia de cada vez, todo contigo dentro de mim e fora, onde possa te ver e te rever e te ver de novo. Por hora, me satisfaz o exercício privado do dom que nasceu comigo há tanto tempo! E se ele tiver de ficar para uma próxima vida, que agora já quero até crer que haja, tudo bem, desde que nesta, a gente vá mais longe do que supus antes de 2008.
Quisera ser jovem por mais um dia e mais um e mais um, até que me alcançasses e tivéssemos ambas um renascimento qualquer, tipo um milagre divino ou uma redenção que só o amor mais puro pedisse ao Universo: concede, e ele simplesmente, rendido, atendesse.
Dia desses, também, estava pensando no quanto peço coisas a Deus, que nem têm tanta importância real assim. Coisas que eu peço há tempo demais, coisas antigas, daquelas que a gente passa a vida querendo que aconteçam, como quero, de fato, que eu vá e a minha música fique. Creio realmente que importe a arte e nem tanto assim, o artista. Como creio no querer honrar um dom. Só que essas coisas, como uma casa com piscina e capelinha, como um yamaha de nylon do exato tamanho das minhas mãos, são coisas tão irrelevantes quando penso no seguir ao teu lado!
Então passei a conversar com Deus sobre o tempo. Já vivi 46 anos. E, antes de te conhecer, achava que já tinha vivido até demais, dada a intensidade das coisas que me aconteceram na vida. Por mim, Deus poderia, se quisesse, ter me chamado para o lado Dele e da Olinda. Não quis. Tinha planos, meu Criador. Vieste, tal e qual diria Ivan Lins numa das minhas letras favoritas. E desde então, 28 de julho de 2008, é como se tivesse se dado uma nova vida, a partir da minha, de lá em diante. Nunca mais o que eu tinha como “vida”, foi igual. Aquela noite gerou uma necessidade de te ouvir de tempos em tempos, ao telefone, da forma como dizias meu nome: nééééécka...; sempre disseste meu nome, de modo que meu nome soasse melhor a mim. Desde aquela noite, meus lábios quiseram aprender a sorrir mais. Meus olhos foram secando seus prantos infinitos, minhas palavras tristes foram rareando, e uma palavra, até ali abstrata, passou a ter a intensidade que tudo mais tinha: futuro!
Minhas conversas com Deus hoje se resumem a pedir-Lhe pelo tempo. Quisera eu ser jovem novamente. Fazer trilhas pelos mares que beiramos, viajar a todos os lugares que me descreves, virar noites em sacadas que ainda não temos...; quisera ainda ser jovem para enxergar bem teus lindos traços sendo refeitos pelos teus anos; ter saúde o bastante para não ameaçar teus sorrisos mais plenos; ter fôlego o bastante para acompanhar todas as tuas saídas por aí. Quisera eu nunca ter fumado, nem ter defeitos de nascença, jamais ter abusado dos doces e das coisas que gostamos, mas que só tu ainda tens idade para consumir sem reservas. Hoje, minhas conversas com Deus se tratam disso, como minhas imaginações a respeito do amanhã, se ocupam disso, de querer que dure, apenas dure, o máximo que der.
Então, me serve o velho takamine, tanto quanto a piscina da casa da Vó Ieda. Me basta beirar Ubatuba nos finais de semana e as noites rolando som na casa da Clau. Me cabe ainda, por hora, sonhar apenas um sonho, este, de mais um dia de cada vez, todo contigo dentro de mim e fora, onde possa te ver e te rever e te ver de novo. Por hora, me satisfaz o exercício privado do dom que nasceu comigo há tanto tempo! E se ele tiver de ficar para uma próxima vida, que agora já quero até crer que haja, tudo bem, desde que nesta, a gente vá mais longe do que supus antes de 2008.
Quisera ser jovem por mais um dia e mais um e mais um, até que me alcançasses e tivéssemos ambas um renascimento qualquer, tipo um milagre divino ou uma redenção que só o amor mais puro pedisse ao Universo: concede, e ele simplesmente, rendido, atendesse.
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Leio.