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26 de abr. de 2011

Esta, sem dúvida alguma, foi uma das melhores Páscoas da minha vida. Não só pelo tamanho do nosso Ninho, que quase causou excesso de bagagem, mas pelo todo. Estivemos rodeadas de pessoas que amamos e que nos amam; pessoas para as quais, parece que tempo & distância não existem, simplesmente, pois têm o mesmo abraço e a mesma disponibilidade de amar mais uma vez. Também, pelo reencontro emocionante e emocionado com minha família de São Chico: Mônica, Vera, Beto, Bilo, Tiago e cia. Gente que eu não via há 6 anos e que estava lá, guardando dentro de cada coração, o mesmo amor extremado de sempre; meu creminho que a Vera faz, o sorriso lindo da afilhada mais linda e mais ruiva do mundo, uma descoberta boa sobre o Tiago e sua capacidade de doação, meu amado Beto e seu carinho de sempre, Bilo...ah, Bilo, um pai emprestado pelo “meu marido”. Revi a casa que foi de meus avós maternos no Hampel, senti de novo o ar puro da serra, revi as folhas de plátano pelo chão. Vimos um pôr de sol absurdo de lindo na volta também. E revi a amada Prima e sua mega família feliz, revi minha Branca Kiks, na casa dela, onde eu amo estar, ficar, visitar, rever, revi Gisele, minha cantora e amiga de tanto e tanto tempo – ali, nos Correios, vi que o tempo para os corações gaúchos de fato, não altera a nada: 40 cumprimentos de colegas que já não são presentes desde 1990! Gente que lembrava de mim, que tinha carinho e tinha o velho e bom “como é que tu estás?” para dizer. Revi o centro e meu shopping predileto, comi o bom xis da Zefa, visitei a cidade que me faz chorar ao chegar e ao deixar para trás. Mas uma das coisas mais incríveis da Páscoa, é ver tanto a Vó Ieda e o Vô Satinês, quanto a Gabriela, a Fernanda e eu, trocando chocolates, virando crianças, tento um prazer em ser de novo inocentes, autênticas, legítimas na brincadeira e na gula. Não tem coisa mais querida que ver a Vó e o Vô decidindo quem fica com qual guloseima, separando cada um o seu quinhão de chocolates e dando risada! Certas coisas não devem mesmo perder o viço: o amor pelos que levamos a vida toda para conquistar, o acesso irrestrito ao lado criança, o apego à terra natal e tudo que nela habita, por mais que o trânsito aumente e o frio venha surpreender de novo, enfim...foi o máximo dos máximos. Minha Vó está firme, linda como sempre e ainda ganhou um Gabriel de bandeja para alegrar a tarde. O Inter ganhou do Juventude, o frio chegou com a neblina e eu trouxe a gripe de lá – sinal que o ar de Porto veio comigo pra Sampa, dentro! De quebra, uma turminha à parte que valeu cada lágrima de saudade: Boo, Elusa e a eterna insubstituível Patrícia, para fechar a ida com uma chave de ouro e chocolate: a esperança!

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