“Me tira o barco, quebra seus remos,
mas deixa o mar para os meus olhos...”
Escrevi isso há muitos anos atrás. É uma canção cujo parto foi duro, longo e profundamente doloroso. Falava sobre não poder ter tudo. O barco, naquele caso, era a matéria, o objeto pelo qual nutria amor. O mar, era o encantamento em si, a aptidão se sentir amor. Como o violão e a música, um sendo o objeto pelo qual se exerce o que se sente e outro o sentimento todo, abstrato. Tenho o violão como sendo uma espécie de amor. Que se deve exercitar, manter, cultivar, aprender; e a música, como uma paixão, inexplicável, intuitiva, divina, um encontro possível com o Criador. Naqueles dias, uma questão ancestral se fez e ofereci ao Criador isso: que me tirasse, se assim fosse a Sua vontade, o barco – mas que deixasse o mar para que eu seguisse vendo, admirando, contemplando encantada, ainda que não tendo.
Hoje essa questão toma outra ótica. Algum tempo atrás, optei por deixar o mar e viver do barco. Precisava disso, admito. Precisava de um pouco de realidade, de pés no chão, de sustento, de firmeza. Precisava de paz, de certeza. Porém, aos poucos, o tempo provou que não nasci para barcos, mas para ondas fortes, tempestades, profundezas e tesouros escondidos no fundo das águas. O tempo me fez entender que certezas não me trazem brilho aos olhos nem poemas. Realidade não me faz dormir tão bem quanto a companhia da canção recém parida.
Então retomo “Senhor” e a minha fé: que Deus me permita de novo recomeçar de novo. Que Ele, em sua infinita misericórdia me abra outra porta, permitindo que eu avance mais um pouco, um pouco mais além. Que Ele leve o barco, se assim julgar necessário. Mas que desta vez ofereça um mar de novas possibilidades e encantamentos, de novos rumos e descobrimentos. Agora, Senhor, tenho ao lado, para ir comigo, a companhia de teu anjo enviado e sua mão branca, branda e serena. E um amor que me Deste, mais sólido que qualquer certeza e mais infinito que o horizonte à minha frente.
mas deixa o mar para os meus olhos...”
Escrevi isso há muitos anos atrás. É uma canção cujo parto foi duro, longo e profundamente doloroso. Falava sobre não poder ter tudo. O barco, naquele caso, era a matéria, o objeto pelo qual nutria amor. O mar, era o encantamento em si, a aptidão se sentir amor. Como o violão e a música, um sendo o objeto pelo qual se exerce o que se sente e outro o sentimento todo, abstrato. Tenho o violão como sendo uma espécie de amor. Que se deve exercitar, manter, cultivar, aprender; e a música, como uma paixão, inexplicável, intuitiva, divina, um encontro possível com o Criador. Naqueles dias, uma questão ancestral se fez e ofereci ao Criador isso: que me tirasse, se assim fosse a Sua vontade, o barco – mas que deixasse o mar para que eu seguisse vendo, admirando, contemplando encantada, ainda que não tendo.
Hoje essa questão toma outra ótica. Algum tempo atrás, optei por deixar o mar e viver do barco. Precisava disso, admito. Precisava de um pouco de realidade, de pés no chão, de sustento, de firmeza. Precisava de paz, de certeza. Porém, aos poucos, o tempo provou que não nasci para barcos, mas para ondas fortes, tempestades, profundezas e tesouros escondidos no fundo das águas. O tempo me fez entender que certezas não me trazem brilho aos olhos nem poemas. Realidade não me faz dormir tão bem quanto a companhia da canção recém parida.
Então retomo “Senhor” e a minha fé: que Deus me permita de novo recomeçar de novo. Que Ele, em sua infinita misericórdia me abra outra porta, permitindo que eu avance mais um pouco, um pouco mais além. Que Ele leve o barco, se assim julgar necessário. Mas que desta vez ofereça um mar de novas possibilidades e encantamentos, de novos rumos e descobrimentos. Agora, Senhor, tenho ao lado, para ir comigo, a companhia de teu anjo enviado e sua mão branca, branda e serena. E um amor que me Deste, mais sólido que qualquer certeza e mais infinito que o horizonte à minha frente.
Necka, 16 de Maio de 2011
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