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31 de mai. de 2011

Não, ainda não há um modo de sentir e ter controle a um mesmo tempo. O controle vem da razão, onde sentir não resiste. Sentir vem do sangue onde pensar não lhe compete. Se sinto, não há palavra ou argumento, não há motivo ou raciocínio – há centelha, há revolução e há vida! Se penso, não há ali nada que sinta e que não se reduza a justificar e a defender um posicionamento. Não há lugar possível para os dois num mesmo instante. São como sol e lua, cada um com seu tempo e seu espaço. São como mar e rio, cada um com sua função e seu contorno. Temos sido assim, barco e onda, quando deveríamos apenas ceder à corrente que nos pudesse levar mais além disso tudo. Somos seres humanos afinal, falhamos. Falhamos em nos julgar melhores, traçando rotas, construindo remos, erguendo velas; acabamos à deriva no esquecimento. O mar estava ali e paramos de contemplar e entender o sal sobre nossas línguas e a maresia que nos embriagava...

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