Constatei que quem fechou a porta, fui eu. E Isabela, sabiamente, havia dito: “não fecha a porta, ta? Pode ser? Tranqüilo?”. Tantas vezes assisti ao vídeo e percebi que essa frase, não fecha a porta, queria dizer tanto! A gente às vezes fecha a porta. Desconecta, deleta, joga na lixeira. E a vida ali, esperando ser vivida, sorvida, degustada. Fui eu quem fechou a porta. Ainda que precisasse, por um tempo, não tomar vento encanado, proteger pulmões, dormir defesa. Só que o tempo já passou e foi muito. Agora é hora de abrir a porta e poder sair para brincar, chamar o pássaro, contar estrela, fotografar a lua e deixar vir canção. Mesmo que não creditem a foto da lua à minha máquina, mesmo que a autoria da minha canção mude de lugar, mesmo que o gênero não seja o originário; ainda que nem tudo saia como sonhado, ainda que tudo em nosso sonho seja mais belo que em nosso olho, ainda assim, mais vale um peito acelerado em pleno vôo ao desconhecido, do que o marasmo da porta fechada e a vida desvivida. Não fechem a porta, ta?
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Leio.