Pesquisar este blog

7 de ago. de 2012

Fim Do Mundo

O fim do Mundo no qual acredito? Simples: nada tem a ver com catástrofes anunciadas pelos homens. Nem fúrias da natureza. O Criador não criou a Natureza com nossa ira inserida. A Natureza é sábia e serena, dócil e sempre mais e mais generosa, a despeito do que fazemos contra ela. Também não creio em anunciações estatísticas, matemáticas, que servem para justificar defesas, construções megalomaníacas, fugas para planetas próximos habitáveis. Não creio em nada que se assemelhe a algum mega-evento-holiwoodiano, embora admire Spielberg, por exemplo – nas telas, diga-se de passagem!

O fim do mundo no qual acredito, se trata a algo bem menos pretencioso. Vejo que muitas pessoas têm vindo até aqui em busca de respostas. Sou otimista nesse sentido, mesmo enquanto ouço alguns pronunciarem que é o fim dos tempos, que o ser humano não tem volta. Ainda assim, vejo mais gente acendendo vela, fazendo prece, distribuindo o bem, partilhando dicas, novenas, mantras, orações, idéias, atitudes, do que gente pessimista dando o veredito de “é tarde demais”. Para um número maior de pessoas, é tempo ainda! Ainda é possível reverter as coisas e semear pacientemente alguma boa-vontade.

Há dias atrás, por exemplo, recebi um convite para uma corrente de orações, liderada por uma grande cantora, ícone da MPB que, sem maiores auto-alardes, chamava quem quisesse participar, a orar simplesmente pelo outro, pelas partes, pelo Todo. Zizi Possi. Agendada para as quartas-feiras à noite, pessoas que a admiram também como ser humano, uniram-se em Oração. Simples assim! E por que não? E tenho acompanhado muita, mas muita gente que prefere fazer do que falar, se unir em vez de reclamar, semear em vez de decretar o fim. (vide Blog da Zizi)

O fim do mundo no qual acredito, é este: o fim do nosso mundo particular. Da partezinha ínfima com a qual temos lidado, por uma parte maior. É sim o fim do meu mundo como o conheci até hoje. O fim das mágoas que carreguei, o fim do passado que já serviu e já passou, o fim das coisas que não trazem mais serventia. E acho que pode ser, podemos ver, o fim do nosso mundinho Enredado, para dar espaço a um mundo Tecido. (post Tecendo)

E quero mais é que aquele meu mundinho tenha fim. Onde me encontrei tantas vezes em má companhia, dos enredados, dos desconfiados, dos pessimistas, dos reclamões de plantão. Quero mais é esse mundo novo que se projeta a partir das iniciativas simples e afinadas. Mais gente conectada, usando das redes para distribuir benefícios múltiplos; mais gente festejando a vida a cada manhã que se descortina; mais gente oferecendo dicas, águas fluidificadas, enviados de Deus. Quero mais é ouvir mais às vozes que vão além do canto, essas que, cheias de coragem e iniciativa, convidam à nova comunhão de forças. E me cabe ir. Fazer parte da festa, estar dentro, In.

O fim do mundo no qual acredito, diz respeito a mudar o meu. E esperar, desejar de verdade, que quem faz parte da minha órbita, queira vir também, deixando o seu mundinho antigo e rumando ao novo. Refazendo dicionários e tornando as palavras mais do que verbetes; reinventando atitudes, saindo de casa de vez em quando para abraçar de fato a um amigo tornado virtual; oferecendo também o sorriso àquela pessoa que recebe 1 real no trânsito pela janela do carro; transformando meus velhos conceitos em novas possibilidades, deixando as portas abertas, as janelas varadas de alguma Luz do Dia e meus sonhos, sempre eles, No Vento.

Necka. 07 de Agosto de 2012.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Leio.