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13 de nov. de 2008

"Abrace essa loucura antes que seja tarde..." Caio

Dia de deletar mp3 dos aparelhos, todos eles. De guardar músicas num canto qualquer. De apagar, formatar o micro, Feng-Shui. O que não está sendo usado, visto, tocado, o que não tem mais energia viva, deve ser doado ou consertado - quando é o caso. De rasgar a foto na carteira, lavar os cristais, apagar a vela, remover músicas compostas recentemente do track-list do cd novo, desligar webcam e mic das usb, mudar de marca de café, de perfume, de incensos, encerrar o diário um antes do final do ano, remover msn, talvez sair do Orkut (me pesaria deixar a Comunidade, Sis).
Dia de não olhar mais para trás. De lavar a cara com sal grosso, tomar um banho energético, fazer limpeza na casa com mirra. Deixar Santos em paz. E sair disso.
Dia que seria feliz, dia que será só. Dia de pedir tempo! Tempo a tudo, tempo a quase todos. I’m On The Mend.
Uma Quinta-feira. Uma quarta vez que faço isso. Uma terceira queda do céu ao chão. Uma segunda paixão abortada. Uma pessoa que sou, depois daquela que fui.
“Quem vai virar o jogo e transformar a perda em recompensa”, não sei. Mas já se anunciam as novidades.
O coração não foi feito, embora com defeito de fábrica, para viver inexercido. Nenhum! E ele só bate, só pulsa, só vibra, quando encontra pelo quê bater acelerado. As coisas mornas o sustentam, é fato. Mas as coisas quentes, o coram! Renovam. Encantam. Entontecem. E é assim que quero o meu. Nada menos que isso. Pois conformar-se, acomodar-se, deixar assim, não! Jamais! Não seria eu. Vitimar-se, então, só para os covardes. E não sou.
Por isso lamento não atender a tantos chamados, a tantas propostas. Meu coração precisa sentir-se atraído irresistivelmente! E isso não se dá assim, tão facilmente. Aliás, é bom dizer que em 44 anos, só esteve apaixonado 6 vezes! E a sétima, com certeza, será a melhor de todas. Por hora, precisa de tempo. Que não toquem nele. Nem por carinho!
Porque não sou das coisas assim, dos carinhos – sou das pegadas. Não sou das coisas mornas, sou dos incêndios. Não sou de brisa, sou de vendaval. Como todos sabem, todos confiam e todos vêem: sou da in-tensidade. Sou dela.

NA. 13.11.08 - 2h

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