O meu amor por ti é são. Desde que nasceu, ou antes, quando ainda se formava, é assim, são! Não visa a ter. Ele nem visa, é. Essência pura, toda intacta. Ele já foi se formando de luz desde que teve uma. Se alimentando de coisas boas para crescer sadio.
Logo na primeira fagulha divina, ele atentou ao luzir livre da luz que lhe cabia. E entendeu que o outro, só pode ser inteiro, se luzir a luz que lhe cabe. E soube que não se pode interferir nos fachos, não se pode bloquear seu brilho, nem permitir que o façam de volta. O meu amor por ti não visa à tua luz, ele comunga dela e se acrescenta, é mais.
Ele é seguro desde que passou a andar, conhecendo as próprias pernas, tornando-as capazes de ir aonde quisesse ou fosse preciso em seu próprio nome. As fez fortes, pois andou muito, enquanto aprendia mais sobre caminhos e atalhos. E ele não visa a perseguir o teu, mas a andar ao lado enquanto o teu quiser andar. Dado a passeios, aventuras, terras prometidas lindas, a saltos e a danças, aos festejos da vida quando a vida festeja o que ela é.
O meu amor veio falante e curioso, querendo saber de muitas línguas, para poder declarar-se sempre novo, intenso e encantado, um amor enamorado. Que de tanto que se auto-exerce, não quer conter em silêncio aquilo que sente. Que ousaria declarar ao mundo o teu nome e anunciar a gratidão que tem por tanto! Quer romper as amarras dos julgamentos e dizer livremente quem és, por se orgulhar de ti e não dele mesmo. Quer dizer aos semelhantes de alma: vejam a beleza residindo nesse rosto, contemplem comigo ao que vejo e agradeço! Pois se orgulha do que vê e não vê pouco. Cresceu querendo saber mais sobre as palavras, para jamais usá-las mal, tornar torto nenhum entendimento ou declaração de si mesmo. E ele não visa a distorcê-las na intenção de prender-te sem que percebas. E isso existe, há quem o faça; há quem torne as palavras “lobos em peles de cordeiros”. As minhas são de tamanha alegria por saberem que existes, que visam a tornar-te ciente também: existes! E isso é lindo demais! Vem, festeja comigo a tua existência dentro de ti, dentro de mim!
Meu amor é imperfeito, no entanto. Não se pretende tal utopia. Ele se sabe humano e falho, indo ainda sem estar concluso. Se sabe sendo construído a cada dia, a cada experiência, enquanto se ensina e se aprende a si mesmo. Conhece o fato de que amor nenhum nasceu exato, delineado dentro de um conceito; mas se tornando um a cada manhã que nasce e outro a cada noite que desce. O meu amor por ti e todos os amores que sinto, se nutrem do exercício, do aprendizado, do pouco que entendem e do muito que falta entender. Ele percebe que a cada passo dado, mais se desprende de alguma coisa, do que adquire. Porque amar é sentir, não é saber! E sua fonte de vida não habita dentro de nenhum ser humano, mas na totalidade, no entorno, como o ar que encobre a tudo, ao qual se inspira e se deixa, em seguida, sair de nós. Meu amor sabe que ele em si, não existe! O que existe é a capacidade dele, de se integrar ao universo que recende amor a tudo e a todos. Ele se sabe instrumento por onde passa amor, e quer de si, a pureza e o espaço livre que permita uma passagem farta e liberta, como jarro, como fonte, como veia – sem obstrução nem resíduo deixado ali. Ele não visa a guardar a nada, mas sentir quando passe por ele, o todo que ele comporte. Ele se sabe todo, sendo parte.
O meu amor por ti é liberdade pois é comunhão. É porta aberta pois é morada. É entendimento pois é partilha. É caminhada pois é destino. É merecimento pois é vivência. É seguro pois não tem posse. É vastidão: não se limita. E tem teu nome pois se sente quando contigo. Se revela quando olhas para ele. Se desnuda quando sabe que vens. E festeja quando sabe, de alguma forma, que queres querer vir. Então, ele recebe de volta o amor que é teu em nome dele. Se torna grato de novo e abre, um pouco mais o próprio espaço, para que possa passar mais luz, desimpedida!
Necka Ayala - 13.12.2008 – 12h54
Logo na primeira fagulha divina, ele atentou ao luzir livre da luz que lhe cabia. E entendeu que o outro, só pode ser inteiro, se luzir a luz que lhe cabe. E soube que não se pode interferir nos fachos, não se pode bloquear seu brilho, nem permitir que o façam de volta. O meu amor por ti não visa à tua luz, ele comunga dela e se acrescenta, é mais.
Ele é seguro desde que passou a andar, conhecendo as próprias pernas, tornando-as capazes de ir aonde quisesse ou fosse preciso em seu próprio nome. As fez fortes, pois andou muito, enquanto aprendia mais sobre caminhos e atalhos. E ele não visa a perseguir o teu, mas a andar ao lado enquanto o teu quiser andar. Dado a passeios, aventuras, terras prometidas lindas, a saltos e a danças, aos festejos da vida quando a vida festeja o que ela é.
O meu amor veio falante e curioso, querendo saber de muitas línguas, para poder declarar-se sempre novo, intenso e encantado, um amor enamorado. Que de tanto que se auto-exerce, não quer conter em silêncio aquilo que sente. Que ousaria declarar ao mundo o teu nome e anunciar a gratidão que tem por tanto! Quer romper as amarras dos julgamentos e dizer livremente quem és, por se orgulhar de ti e não dele mesmo. Quer dizer aos semelhantes de alma: vejam a beleza residindo nesse rosto, contemplem comigo ao que vejo e agradeço! Pois se orgulha do que vê e não vê pouco. Cresceu querendo saber mais sobre as palavras, para jamais usá-las mal, tornar torto nenhum entendimento ou declaração de si mesmo. E ele não visa a distorcê-las na intenção de prender-te sem que percebas. E isso existe, há quem o faça; há quem torne as palavras “lobos em peles de cordeiros”. As minhas são de tamanha alegria por saberem que existes, que visam a tornar-te ciente também: existes! E isso é lindo demais! Vem, festeja comigo a tua existência dentro de ti, dentro de mim!
Meu amor é imperfeito, no entanto. Não se pretende tal utopia. Ele se sabe humano e falho, indo ainda sem estar concluso. Se sabe sendo construído a cada dia, a cada experiência, enquanto se ensina e se aprende a si mesmo. Conhece o fato de que amor nenhum nasceu exato, delineado dentro de um conceito; mas se tornando um a cada manhã que nasce e outro a cada noite que desce. O meu amor por ti e todos os amores que sinto, se nutrem do exercício, do aprendizado, do pouco que entendem e do muito que falta entender. Ele percebe que a cada passo dado, mais se desprende de alguma coisa, do que adquire. Porque amar é sentir, não é saber! E sua fonte de vida não habita dentro de nenhum ser humano, mas na totalidade, no entorno, como o ar que encobre a tudo, ao qual se inspira e se deixa, em seguida, sair de nós. Meu amor sabe que ele em si, não existe! O que existe é a capacidade dele, de se integrar ao universo que recende amor a tudo e a todos. Ele se sabe instrumento por onde passa amor, e quer de si, a pureza e o espaço livre que permita uma passagem farta e liberta, como jarro, como fonte, como veia – sem obstrução nem resíduo deixado ali. Ele não visa a guardar a nada, mas sentir quando passe por ele, o todo que ele comporte. Ele se sabe todo, sendo parte.
O meu amor por ti é liberdade pois é comunhão. É porta aberta pois é morada. É entendimento pois é partilha. É caminhada pois é destino. É merecimento pois é vivência. É seguro pois não tem posse. É vastidão: não se limita. E tem teu nome pois se sente quando contigo. Se revela quando olhas para ele. Se desnuda quando sabe que vens. E festeja quando sabe, de alguma forma, que queres querer vir. Então, ele recebe de volta o amor que é teu em nome dele. Se torna grato de novo e abre, um pouco mais o próprio espaço, para que possa passar mais luz, desimpedida!
Necka Ayala - 13.12.2008 – 12h54
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