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13 de dez. de 2008

Teoria do Tudo.

E se fosse o céu inteiro, todo ele? As partes azuis e as nubladas, as nuvens de algodão e as espalhadas assim, feito mares naquela extensão inteira, sem horizontes de tão vasta? Se fosse o céu inteiro, daria pra ver tudo de lá!
E se fosse o solo inteiro, todo ele? As partes de terra, os vales, os trechos desertos, os campos de flor? Essa coisa contínua que dá a volta ao mundo. Daria pra saber de tudo de lá!
E se também fosse as águas, todas elas? Rios e oceanos, chuvas caídas somando volumes ao que espera abaixo pela queda livre que vem, depois que o ar evapora. Daria pra sentir tudo ali.
E, se mais ainda, fosse também todo o ar que existe? Os ventos, as brisas, tornados e mormaços? Daria pra ocupar a tudo então!
E se ainda por cima contivesse do céu, as nuvens e as cores, os arco-íris e os raios de sol e de lua, o luzir das estrelas como partes do que é; do solo, as árvores que crescem, os frutos, os seres vivos sobre ele, as pedras, as raízes, as entranhas da terra; das águas, o que nelas convive em harmonia, os peixes, os seixos, as algas, as cascatas, as conchas, as ondas, as marés; do ar, o que ele movimenta, o quanto ocupa enquanto alimenta à vida, o oxigênio, as faíscas, o fogo, o que ele leva e traz de volta.
E se o céu fosse de Deus os olhos? E se o solo fosse de Deus a onisciência? E se as águas fossem de Deus o sangue? E se o ar fosse de Deus a onipresença. Assim, a natureza seria Deus. E Ele veria a tudo de lá, a tudo saberia, a tudo e a todos sentiria e em todo lugar poderia estar.
Acima, sim. Abaixo também. Aos lados, claro! Mas principalmente dentro, estando aqui, sendo conosco, sabendo de nós, sentindo junto, estando com todos, com cada ser vivo, cada humano, cada flor, cada bicho, cada gota, cada brisa, cada fruto. Se moveria conosco nossos movimentos; sentiria conosco nossas sensações; saberia de nós nossos anseios e por isso, viveria não de nos perdoar, mas de nos entender; estaria conosco onde estivéssemos e seria conosco tudo que somos. E o que não somos, também.

Necka Ayala. 13.12.2008

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