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15 de dez. de 2008

In-presença.

Meu peito ainda dispara segundos antes de chegares. Parece sentir que a tua presença está próxima. Ainda atento, não se desliga, não sabe como fazê-lo, não quer. Ainda pressente tua vinda e a sente quando espalhas tua cara linda sobre a tela. Ela parece tomar o espaço todo, a mesma cara, o mesmo todo. Envolve meus olhos, envolve tudo que sou, tudo que sei de mim agora. Durante o tempo que dura, a tua presença me altera. Meu peito sempre te espera, te ver é algo que cura. Então desapareces como se fosses mentira minha, uma ilusão repetida, uma aparição que insiste em querer que eu creia nela, que se mostra de novo quando tudo duvida. É nesse instante que a tua presença diz ‘pára’! Um instante em que tudo que a tua presença quer, é não ser, é não estar, é não ver, mas não consegue, simplesmente não.

Necka Ayala. 15.12.08, 11h24.


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