Um fogo vem e me deixo atrair por ele. Não entendo muito sobre o fogo. Ainda é uma cena nova essa que vejo daqui. Fazia frio depois do adeus dito. Minhas mãos estavam nuas, livres e tremiam ainda aquela ausência, no susto do medo de perder o que perderam. Meu coração estava frio ainda. Recém largado, desassistido, quando a primeira menção de fogo se fez numa centelha vinda de outro lugar ainda mais disto.
Nada sabia sobre o fogo. A não ser metáforas sobre ele. Parei para observar sua inconsistência. Não se pode pegá-lo, como são as canções. Mas se pode vê-lo e ouvir ao som que produz enquanto se auto-alimenta consumindo o ar. Ele consome o ar...se nutre de amor e de vida para existir em essência. Diferente das canções que embalam e destacam o que se sente em essência. Deixei que ele chegasse, mais perto, mais ainda. Olho mais atenta ao que veio mostrar. Ou terá vindo se mostrar como experimento de atração e risco? Uma tentação incendiária? Desconheço os motivos do fogo. Apenas cedo ao calor que ele provoca, incita, causa. Não pretendo possuí-lo, mas ter com ele o que caiba a nós e nos imante um ao outro.
Vejo que ele se vale da lenhas dos escombros. Daquilo que de nós tenha ruído, desabado, posto em toras, feito folhas desnecessárias quando vem outono. Ele se utiliza daquilo que foi vivo e não é mais, que secou completamente inidratado. À solução das árvores que deixam cair aquilo que se lhes desprende sem mais.
De que será nutrido esse fogo que ante-sinto? Nada sei sobre ele ainda, a não ser que veio e se manteve ali por perto. Está ali. No presente verão que também se aproxima prometendo mais e mais calor. Incandescentes talvez sejam minhas próximas noites. Não sei. Desconheço os motivos do fogo e as viagens que faça, ora acendendo perto, ora sendo aceso noutro canto mais distante ainda. Não sei se veio ensinar-me algo ou consumir de mim o tanto que lhe pertença. Só sei que estava frio. Era noite e a noite tinha muitas horas ainda. Estava só eu dentro de mim e o que eu era ventava forte, formava escombros. Talvez formasse lenhas e eu não as tenha visto assim, na utilidade que teriam logo, em breve...num instante vazio qualquer onde não se possa pegar a nada, mas se tenha de tudo, a sensação, o calor, o aquecimento e a presença poetiza que a vida simplesmente tem às vezes.
Necka Ayala. 15.12.08 – 13h54. Áries, Leão e Sagitário.
Nada sabia sobre o fogo. A não ser metáforas sobre ele. Parei para observar sua inconsistência. Não se pode pegá-lo, como são as canções. Mas se pode vê-lo e ouvir ao som que produz enquanto se auto-alimenta consumindo o ar. Ele consome o ar...se nutre de amor e de vida para existir em essência. Diferente das canções que embalam e destacam o que se sente em essência. Deixei que ele chegasse, mais perto, mais ainda. Olho mais atenta ao que veio mostrar. Ou terá vindo se mostrar como experimento de atração e risco? Uma tentação incendiária? Desconheço os motivos do fogo. Apenas cedo ao calor que ele provoca, incita, causa. Não pretendo possuí-lo, mas ter com ele o que caiba a nós e nos imante um ao outro.
Vejo que ele se vale da lenhas dos escombros. Daquilo que de nós tenha ruído, desabado, posto em toras, feito folhas desnecessárias quando vem outono. Ele se utiliza daquilo que foi vivo e não é mais, que secou completamente inidratado. À solução das árvores que deixam cair aquilo que se lhes desprende sem mais.
De que será nutrido esse fogo que ante-sinto? Nada sei sobre ele ainda, a não ser que veio e se manteve ali por perto. Está ali. No presente verão que também se aproxima prometendo mais e mais calor. Incandescentes talvez sejam minhas próximas noites. Não sei. Desconheço os motivos do fogo e as viagens que faça, ora acendendo perto, ora sendo aceso noutro canto mais distante ainda. Não sei se veio ensinar-me algo ou consumir de mim o tanto que lhe pertença. Só sei que estava frio. Era noite e a noite tinha muitas horas ainda. Estava só eu dentro de mim e o que eu era ventava forte, formava escombros. Talvez formasse lenhas e eu não as tenha visto assim, na utilidade que teriam logo, em breve...num instante vazio qualquer onde não se possa pegar a nada, mas se tenha de tudo, a sensação, o calor, o aquecimento e a presença poetiza que a vida simplesmente tem às vezes.
Necka Ayala. 15.12.08 – 13h54. Áries, Leão e Sagitário.
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