Era um encontro casual, não lembro bem. Tinha gente. Muita gente no meio. Tumulto, barulho, confusão. E nos encontrávamos assim, como se estivéssemos no centro da cidade, esbarrando de repente sem querer. A cena salta e já está no gesto, movido pelo impulso. Foi quase todo dado no canto direito. Contornado com delicadeza só no primeiro segundo e já tornado forte, invasor. Quase pude sentir o gosto. E acho que ele foi melhor do que eu imaginava antes. Quando era antes. Antes ele era descrito, e as palavras sobre ele induziam a imaginar seus detalhes. Esse não. Sem palavras, ficou livre para se dar assim, em sonho mal-lembrado. Exatamente como acontece quando se acorda de repente, bem na hora em que o sonho ia mesmo acender qualquer coisa dentro da gente uma vez mais.
Necka Ayala – 15.12.2008, 12h35
Necka Ayala – 15.12.2008, 12h35
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