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10 de fev. de 2009

Vigília (ret.off)

Mantém teus olhos abertos, sim, sempre mais! E neles o reflexo do que sentes, do que tens levado dentro de ti, leve assim como és, como é tudo nesse entorno agora. Sob esse céu ainda confuso, aqui também, que não nos diz o que vai ser hoje, mantém esse olhar fixado, cada dia de uma cor nova que assisto mudar todas as manhãs e todos os finais de tarde quando vens. Mantém molhados os fios do teu cabelo que caem sobre meu rosto. Gosto de vê-los secando, lentos, ao sabor do vento fresco. E neles o cheiro que sinto, forte, teu, cada dia mais nítido, quando aparece sem que estejas aqui, perto. Mantém esse jeito de olhar e essa calma na voz. Isso é tão profundamente teu! Quanto mais vejo, mais me contamino da tua serenidade. E ela me fazia falta ultimamente, nos meses antes de ti, antes de tudo isso, de todos esses aviões. Estava tudo tenso, áspero – agora é tudo suavidade e lisura. E dentro de mim agora, tudo pede que a vida apenas siga sendo como está...sem pressa alguma, uma que sempre tive e da qual me despeço. Não tenho mais pressa, a não ser de viver contigo o dia de hoje e esta noite, sob este céu e o que ele decidir ser para nós. Me tiraste a pressa, o peso e todas as outras possibilidades. Só deixaste uma, a tua, esta sobre a qual descansamos agora...enquanto teus olhos vigiam meu sono e o meu sono consiste em te ver de novo, de novo e de novo em sonhos e no despertar desta realidade.Necka Ayala. 09.02.09

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