A verdade é vital. É preciso mostrar aquilo que se é, mesmo que todas as conseqüências provenham disso, dessa atitude, dessa coragem. É preciso, simplesmente é. E urgente. É preciso dizer-se perdido, em vez de alegar-se confuso, quando se está perdido. É preciso mostrar-se ferido, sem diluir a palavra em menos, quando há ferimentos. É preciso confessar-se doente quando se espera por cura. Porque se dissermos menos, teremos menos retornos, menos entendimentos, menos cúmplices, menos soluções. É preciso despir-se! Tirar máscaras, deixar cair disfarces. Para que venha até nós o exato do que queremos, precisamos, esperamos, nada menos que isso. Se vier menos, não haverá solução. É preciso a verdade do que estamos agora, do que somos agora, neste instante. A verdade só pode ser ela, se for toda, o tempo todo, sem descanso nem alívio, sem amenizar a nada. Se há um mar de dúvidas, que se possa dizer: mar, não poça d’água. Se existe um sonho impossível, que se possa dizer sonho, não vontade passageira, irrelevante. Como Deus atenderá àquilo que não for dito como é, na extensão do que é? Como o universo trará o que não soubermos dizer precisamente que esperamos? E se esperamos muito, que saibamos pedir muito!
Dizer a verdade não se limita a, de vez em quando, ser sincero com outros. A verdade vai aquém disso e é muito maior. Se trata de um embate nosso com o que somos, o que queremos, o que nos dói e o que nos encanta. Mesmo! De fato! Na íntegra, na origem. Usar da verdade é a única forma de dar passos certos. Sobre ela, todos são possíveis. Mas tem de ser ela, inteira, como é.
Gibran disse que se todos revelássemos nossos maiores defeitos, nos surpreenderíamos pela falta de originalidade. É vero. Se pudermos revelar, jogar à mesa todas as cartas, mostrar quem somos, veremos quantos álibis e iguais nós temos. E poderíamos pedir ao universo, ao criador, exatamente aquilo que nos falta, sem reservas. Porque estaríamos todos precisando das mesmas coisas, esperando pelos mesmos recursos, querendo os mesmos presentes. Nos falta amor, dignidade, parceria, nos falta o par, a metade, a companhia. Nos falta a fé, a esperança que nos tiraram, alguma bandeira pela qual valha a pena lutar, uma filosofia de vida. Nos falta coerência, nos falta presença, nos faltam abraços fortes, longos; nos falta amor próprio, nos falta poder de decisão, iniciativa, movimento! Nos falta tesão pela vida, intensidade, paixão! E, para tudo que nos falta, nos falta dizer a verdade. “Pedi e dar-se-vos-á”. E, se está escrito com essas palavras, nada menos, dever ser verdade. Eu pedi muito tempo por luz, por clareza, por nitidez. E veio o todo dela, da luz que eu queria, em forma de cura. Pedi por caminho e não me veio uma rua, mas o céu inteiro, infinito, todo ele que contém a todos os caminhos. Era verdade que eu Queria o que pedi. E veio. Para tanto, mergulhei dentro de mim e fui buscar a origem, a íntegra. Doeu, foi preciso destilar cada gota de dor, cada motivo de perdão. Mas na vinda de volta à superfície, era possível ver quanta verdade havia ali. E era toda ela.
Necka Ayala. 23.04.09
Dizer a verdade não se limita a, de vez em quando, ser sincero com outros. A verdade vai aquém disso e é muito maior. Se trata de um embate nosso com o que somos, o que queremos, o que nos dói e o que nos encanta. Mesmo! De fato! Na íntegra, na origem. Usar da verdade é a única forma de dar passos certos. Sobre ela, todos são possíveis. Mas tem de ser ela, inteira, como é.
Gibran disse que se todos revelássemos nossos maiores defeitos, nos surpreenderíamos pela falta de originalidade. É vero. Se pudermos revelar, jogar à mesa todas as cartas, mostrar quem somos, veremos quantos álibis e iguais nós temos. E poderíamos pedir ao universo, ao criador, exatamente aquilo que nos falta, sem reservas. Porque estaríamos todos precisando das mesmas coisas, esperando pelos mesmos recursos, querendo os mesmos presentes. Nos falta amor, dignidade, parceria, nos falta o par, a metade, a companhia. Nos falta a fé, a esperança que nos tiraram, alguma bandeira pela qual valha a pena lutar, uma filosofia de vida. Nos falta coerência, nos falta presença, nos faltam abraços fortes, longos; nos falta amor próprio, nos falta poder de decisão, iniciativa, movimento! Nos falta tesão pela vida, intensidade, paixão! E, para tudo que nos falta, nos falta dizer a verdade. “Pedi e dar-se-vos-á”. E, se está escrito com essas palavras, nada menos, dever ser verdade. Eu pedi muito tempo por luz, por clareza, por nitidez. E veio o todo dela, da luz que eu queria, em forma de cura. Pedi por caminho e não me veio uma rua, mas o céu inteiro, infinito, todo ele que contém a todos os caminhos. Era verdade que eu Queria o que pedi. E veio. Para tanto, mergulhei dentro de mim e fui buscar a origem, a íntegra. Doeu, foi preciso destilar cada gota de dor, cada motivo de perdão. Mas na vinda de volta à superfície, era possível ver quanta verdade havia ali. E era toda ela.
Necka Ayala. 23.04.09
Maravilhoso, amiga! Vou usar para passar a uma pessoa necessitada de tais palavras. Talvez eu consiga levar um pouco de luz, através de tuas sábias palavras, aqui.
ResponderExcluirBeijos