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8 de jul. de 2009

A Insustentável Leveza.

“Eu aprendi com o corte, a delicadeza do dedo.”

Quero aprender mais sobre isso. Sobre o bofetão da leveza na cara da gente, quando ela se repete e ensina – leve, sê leve! Quero saber mais sobre a crueldade do amor, quando ele se repete e anuncia: não vou partir nunca mais! Quero entender melhor sobre a estupidez do sono manso, quando ele me adormece, de novo, sussurando: esquece! Mas eu não esqueço nada: nem do alívio do fim, nem do delírio do começo. Eu tardo, falho e amanheço, querendo mais de tudo um tanto. Um pouco da lâmina, um pouco da cura, um pouco de cada amor que tive, um pouco de cada adeus que veio. E, depois de tudo, teus olhos, simplesmente teus olhos no mais profundo silêncio.

Necka. 08.07.09

Um comentário:

Leio.