As coisas parecem maiores quando vazias.
Esta casa...seduziu olhares, convenceu que cabiam todas as coisas queridas dentro dela. Vazia, ela era imensa! Convidativa. Como o amor. Vazio, parece imenso. E de fato é, num outro tipo de imensidão que se desdobra e se desdobra e se desdobra, até chegar onde não pretendíamos ir – longe...numa eternidade que se refaz e se refaz e vai até onde não entendíamos possível. E vamos trazendo coisas, adquirindo mais coisas, enchendo mais os poucos espaços vazios que ainda restavam. Abrindo mais os cantos, apertando aqui e ali, fazendo caber dentro da imensidão limitada, o que não cabe nas palavras que não dissemos. A boca, quando vazia, parece tão certa!
Necka Ayala
17.08.2011
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