Pesquisar este blog

4 de ago. de 2011

Ponteiro

Os ponteiros dizem que se passaram tantas horas. Mas não sinto as horas como as que eles descrevem. Ver, não tem representado o mesmo que sentir. Vejo o sol que se abriu de repente, no meio de uma ventania cortante. Mas não sinto o sol aquecer a nada, nem sei que cor tem o sol, ao que me perguntaram dia desses....necka, que cor tem o sol? Achei que era alaranjado forte mas, outrora, também julgava a lua branca e ela não era. Tenho sentido as coisas de modo quase oposto ao que as coisas de fato são. Se sinto mais do que é, não saberia afirmar. Ultimamente, sinto o tempo escasso, escapando dos meus domínios. Antes eu dava às horas o tempo que quisesse. Elas duravam. O calendário diz que se passou mais da metade no ano. Não sinto assim. Sinto que nem começaram as propostas para este, as promessas, a vontade de cumpri-las acima de tudo. Um ano que surpreendeu pela matéria imposta, pelas aquisições, cheias de novidades e propondo aprendizados. Ainda assim, não me ocupo delas. Me ocupo de entender o que vem acontecendo comigo diante de tudo que sinto. De tentar adivinhar quando meus ponteiros congelarão o tempo. E de viver até lá como se nunca tivesse vivido nada. Se até lá eu descobrir que cor tem o sol afinal, te conto. Mas não sei se quero descobrir a verdade toda sobre o sol – talvez ele não seja e eu ainda esteja lá, querendo...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Leio.