Há de haver Anjos...e, para cada gota de veneno, uma taça de luz que derrame antídoto. Há de haver asas para cada pé enraizado ao chão, rente à realidade, restrito ao que ditam palavras – e, em cada par de asas, possibilidades de libertação. Há de haver futuro, para cada dia destinado ao sustento; posteridade. E há de haver delicadeza, para cada aspereza, cada fealdade. Há de haver sorrisos puros para cada encontro com as faces sombrias, preocupadas em ostentar poderes fátuos. E bondade que se erga diante dos gritos e lhes encubra. Há de haver rumos novos para os andarilhos incansáveis, quixotescos, crentes. E descobertas de oásis em meio aos corações desertos. Ali, enquanto nossos olhos assistem às sangrentas batalhas por egos e posições de destaque, por enquanto, nos resta seguir tentando distribuir algum bem. E ir crendo, pelo caminho, enquanto andamos e concluímos mais um dia. Nos resta o afago da mão no rosto que também sorri e espera de nós, o mesmo. Nos cabe fazer o que não nos caiba, mas transborde o peito em alegria, quando, simplesmente, dividimos a bênção de nos termos encontrado.
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Leio.