Há
um caminho para o paraíso. Subindo a serra. E lá, no paraíso, convivem Serpentes, Cavalos-marinhos, Unicórnios e Borboletas. O céu aberto vira teto
sem fim. Nuvens encostam de fininho nossos pés, fazendo de conta que são
alados. O sol não se põe apenas, mas se agiganta num suspiro profundo antes de
deitar-se. E tem um quarto que é meu ainda, nas minhas lembranças sagradas e
queridas. No paraíso, loucos dançam na floresta; um Mago faz um fogo que cresce
quanto mais mãos se aproximam para aquecer-se. Uma Louca cria coisas coloridas
e passeia entre os Elementais – não para nunca de criar, não pode! Uma Fada
flutua e ensina a continuar vivendo quando longe dali. Um Índio reverencia à
natureza e tem cabelos cacheados que vibram quando ele vira DJ. Uma Guria dos Óleos,
linda, comunga benefícios. Tem também uma mulher de Seda que faz café de manhã
e é puro ofício. Um Bobo da Corte faz sorrir largo os cansados...magro e sempre
doce. Tem um casal de Encantados – ele conversa com os astros e ela com os
alimentos. Um Leão enorme toca forte um violão inquebrável e sorri o sorriso
mais vasto que há. Um Menestrel trata de trazer à tona as canções de todo
mundo. Aí chega o Revelador, um lindo homem que guarda as cenas. E um Anjo
Manco repousa eternamente em seu berço encantado, assistindo a tudo e esperando
que toquem Unicórnio para ele. Então, se levanta e vem ouvir, sentado no chão,
sussurrando com a voz de toda mansidão, junto de todos. Sinto saudades do
paraíso. Sei que ele existe. Fico olhando as fotografias, imaginando as cenas
que ainda não vivi e revivendo as que eu estava. Saudades de dançar naquele
Morro encantado, onde só se tem asas, nada mais.
Necka.
Para
Ge, Clau, Evania, Sérgio, Gla, Seda, Xans, Krug & Inês, Claudião, Cel, Rica
e Nando ( o Unicórnio). E cia Ilimitada!
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