Falam do quanto libertaram e, em
suas vozes, a denúncia, o envio da culpa. Contam do quanto amaram e, em suas
palavras, o peso do amor-cativeiro. Calculam o quanto deram, mensuram assim o
que se lhes devem os que receberam. Somam quanto fizeram e, para cada ato, duas
cobranças. Do quanto abriram mão, do quanto estiveram ali, ao lado; do quanto
entenderam e perdoaram…e não esquecem! Do quanto são instrumento de aprendizado
do outro e não aprendem. Do quanto enxergam de feio no outro – nunca no
espelho. Apontam retos os equívocos alheios com dedos tortos. Do quanto se
contiveram em nome de um pseudo-respeito; do quanto se abstiveram em nome da
verdadeira covardia, disfarçada de sobriedade. Máscaras, cenários, figurinos e
nada disso se mantém aos olhos e aos ouvidos de Deus, que tudo sabe.
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Leio.