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26 de fev. de 2013

Falatório


Falam do quanto libertaram e, em suas vozes, a denúncia, o envio da culpa. Contam do quanto amaram e, em suas palavras, o peso do amor-cativeiro. Calculam o quanto deram, mensuram assim o que se lhes devem os que receberam. Somam quanto fizeram e, para cada ato, duas cobranças. Do quanto abriram mão, do quanto estiveram ali, ao lado; do quanto entenderam e perdoaram…e não esquecem! Do quanto são instrumento de aprendizado do outro e não aprendem. Do quanto enxergam de feio no outro – nunca no espelho. Apontam retos os equívocos alheios com dedos tortos. Do quanto se contiveram em nome de um pseudo-respeito; do quanto se abstiveram em nome da verdadeira covardia, disfarçada de sobriedade. Máscaras, cenários, figurinos e nada disso se mantém aos olhos e aos ouvidos de Deus, que tudo sabe.

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Leio.